O vereador Denílson Pires (DEM), de Curitiba (PR), foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. A prisão faz parte de uma operação que investiga um suposto esquema de fraudes no Sindicato dos Motoristas e Cobradores das Empresas de Transporte Coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, entidade que preside há 12 anos.
O vereador e outros quatro membros do sindicato tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça após a denúncia do Ministério Público de apropriação indébita e formação de quadrilha. Outras três pessoas já foram detidas: o tesoureiro da entidade, Valdecir Bolette, o advogado Valdenir Dielle Dias e a diretora Nereide de Fátima Butinhoni. Na sede do sindicato, os policiais apreenderam R$ 120 mil.
De acordo com a denúncia, Pires foi preso por desvio de verbas da entidade que presidia. Ele teria utilizado estrutura e verbas do sindicato para se eleger vereador. O Gaeco apurou que o Sindimoc tem orçamento superior a R$ 10 milhões - parte desse valor oriunda do pagamento da passagem pelos usuários do sistema de transporte público.
Consta ainda nas investigações que o mesmo grupo estaria à frente do sindicato desde sua fundação. Neste período, o então presidente, Aristides da Silva, conhecido como Tigrinho, foi executado a tiros por pistoleiros na praia de Itapoá, Santa Catarina, em 1998.
Em 2009, o ex-diretor da entidade, Alcir Teixeira, conhecido como Zico, foi morto da mesma forma, após afirmar que iria denunciar as irregularidades ao Ministério Público. Também foi apurado que uma assessora parlamentar que consta na folha de pagamento da Câmara de Vereadores de Curitiba e não cumpre expediente no Legislativo atende no escritório político do vereador.